quinta-feira, 28 de julho de 2011

Aulas de ginástica artística ajudam crianças autistas

Síndrome de Asperger - Aprendendo a viver socialmente



A história de Daniel Tammet, do livro “Nascido em um dia azul”, é relatada pelo próprio jovem, diagnosticado com Síndrome de Asperger (SA). Daniel, que é dotado de uma mente extraordinária, domina sete idiomas e efetua cálculos invulgares, vive em Kent, na Inglaterra, e tem uma empresa de tutorias linguísticas na Web.Embora nem todos aspergers tenham a mesma performance que ele, Daniel atribui a sua autonomia e integração no mundo à participação da família, que o ajudou a enfrentar e a vencer as dificuldades típicas da patologia. A SA é uma forma de autismo que torna difícil a aquisição das habilidades sociais que se desenvolvem naturalmente na maioria das pessoas.

“Os portadores da Síndrome de Asperger estão entre os autistas com alto grau de funcionamento”, explica a psicóloga Cláudia Romano, uma das diretoras do Grupo Gradual, clínica paulista que analisa e trabalha comportamentos de desenvolvimento atípico. Cláudia ressalta que no autismo há diferentes graus de deficiência que podem ir desde os muito deficitários até crianças que desenvolvem somente algumas características do diagnóstico.

No caso da SA, as principais deficiências se encontram nas áreas verbal, social e comportamental. “Embora a aquisição e desenvolvimento da fala ocorram de maneira normal para essas crianças, elas têm dificuldade de usar o que aprenderam para se comunicar, ou seja, os portadores da síndrome geralmente falam bem, mas a fala não cumpre a função de interagir com o outro”, acrescenta a também psicóloga e diretora da Gradual, Cíntia Guilhardi. O entendimento da palavra se dá ao pé-da-letra e não pelo contexto. Se alguém pergunta, por exemplo, “como vai?”, a indagação é decodificada pelo asperger como “está indo a pé, de ônibus...?” e não se a pessoa está bem e feliz.

“Esta característica da síndrome se acentua com a dificuldade social para desenvolver relacionamentos, pois a tendência dos autistas é para o isolamento e para as atividades individuais”, completa Leila Bagaiolo, a terceira diretora, também psicóloga, especializada em comportamentos atípicos. 

Outras características acentuadas nos aspergers são os comportamentos estereotipados (repetem determinados gestos incessantemente) e as restrições comportamentais (eles têm interesses e atividades restritos).

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado por médicos neurologistas ou psiquiatras com base em exames clínicos e neuropsicológicos. Além disso, estes médicos podem solicitar uma série de exames específicos para investigar variáveis genéticas e neurológicas. “Os pediatras têm um papel fundamental na detecção dos primeiros sinais de atraso do desenvolvimento do bebê. Quando percebidos esses sinais, o pediatra encaminha seu paciente para uma avaliação mais especializada”, esclarece Cláudia Romano.

“Atualmente o diagnóstico pode ser feito desde muito cedo, e quanto mais cedo melhor o prognóstico. Até crianças com um ano de idade já podem apresentar algumas características. O diagnóstico e a intervenção precoce são fundamentais para o sucesso do trabalho”, alerta Leila.

“Quando estas crianças chegam à Gradual, fazemos uma avaliação comportamental, ou seja, após observarmos a criança em diversos ambientes freqüentados por ela, levantamos aspectos como: comportamentos ainda não adquiridos, comportamentos adequados que precisam ser maximizados e comportamentos inadequados que precisam ser minimizados e substituídos por outros”, explica Cíntia Guilhardi. “Esta avaliação é individual e serve de orientação para o trabalho que será desenvolvido, daí a importância de ver essa criança como única, sem comparações, pois o que nos interessa são suas características particulares”.

Perspectivas de desenvolvimento e de integração social

“Com a metodologia de ensino adequada para criança não há limites de aprendizagem, desde que sejam feitas todas as adaptações necessárias para um aprendizado gradual”, explica Leila.

“Cada criança tem potencial para desenvolver diferentes habilidades e só precisa da metodologia mais adequada para as suas especificidades. Neste sentido, a intervenção desenvolve diferentes procedimentos de ensino até encontrar o mais adequado para cada um”, diz Cláudia.

Quanto mais cedo for iniciada uma estimulação sistemática e adequada, mais longe o portador de SA pode se desenvolver socialmente. Segundo as especialistas, a inclusão é feita em escolas regulares com a preparação e orientação dos profissionais da escola, adaptação de material para o autista e, principalmente, introdução de um acompanhante terapêutico especialmente treinado para fazer as adaptações necessárias e ajudar a criança a aproveitar o melhor das atividades escolares. “Não indicamos a inclusão em escolas especiais, pois é possível, sim, indivíduos diagnosticados com SA acompanharem o ensino regular”, afirma Cíntia.


Como ajudar?

A intervenção deve ser individualizada, por isso as orientações e procedimentos são para cada caso. No entanto, as psicólogas selecionaram alguns pontos que costumam estar presentes na maioria das intervenções (o que não significa que valham para todos os portadores de AS, insistem em frisar).

- Garantir a previsibilidade das atividades diárias;
- Uso de estimulação visual para o ensino;
- Garantir a motivação em qualquer tarefa proposta;
- Dividir tarefas complexas em tarefas menores e simplificadas, garantindo sempre o sucesso da criança;
- Valorizar comportamentos adequados;
- Redirecionar comportamentos inadequados paralelamente com o ensino de formas alternativas de comportamento;
- Estimular o contato visual;
- Estimular a socialização.

Método ABA




O que é o Método ABA (Applied Behavioural Analysis)?
     
       O Modelo ABA - Análise Comportamental Aplicada consiste na a aplicação de métodos de análise comportamental e de dados de científicos com o objectivo de modificar comportamentos. O autismo é um das várias áreas nas quais a análise comportamental tem sido aplicada com sucesso. As teorias subjacentes a este campo são da autoria de B. F. Skinner, tendo os primeiros estudos no autismo surgido no início da década de 60 com vários investigadores entre os quais se salientam Charles Ferster, Ivar Lovaas, Montrose Wolf and Todd Risley.



Desde esta altura, centenas de investigadores têm documentado a eficácia dos princípios e métodos ABA na construção/ desenvolvimento de um grande leque de competências importantes e na redução de problemas comportamentais em indivíduos com autismo e outras doenças, em todas as idades.

       Não é uma cura mas, segundo a evidência científica actual, é a terapia com melhores resultados. A evolução de cada pessoa através de um programa ABA depende de vários factores, nomeadamente: a) das capacidades e competências do sujeito; b) das suas necessidades; e c) da forma como o modelo é implementado.

       Os autênticos programas ABA para alunos com autismo combinam vários métodos cientificamente validados que são adaptados individualmente.

       Recorre-se à observação e à avaliação (em termos de frequência, intensidade e duração) do comportamento do indivíduo, no sentido de potenciar a sua aprendizagem e promover o seu desenvolvimento e autonomia. Envolve o ensino da linguagem, o desenvolvimento cognitivo e social e competências de auto-ajuda em vários meios, dividindo estas competências em pequenas partes/tarefas que são ensinadas de forma estruturada e hierarquizada. É dada muita importância à recompensa ou reforço de comportamentos desejados/adequados, ignorando/minimizando e redireccionando/desencorajando comportamentos inadequados.

Quando se deve implementar um programa ABA?

       Este tipo de intervenção deve iniciar-se o mais precocemente possível, o que permitirá que as crianças adquiram competências básicas, ao nível social e cognitivo, e reduzam os seus comportamentos estereotipados e disruptivos antes que estes se instalem. Contudo, é sempre útil adoptar esta metodologia, mesmo na idade adulta.

       Esta intervenção intensiva permite que uma percentagem significativa dos alunos possa acompanhar os seus pares, com mais ou menos apoio, nas escolas regulares.

Em que consiste um programa ABA?


       Um programa ABA consiste numa terapia intensiva que pode ir até 40 horas semanais, por um período de aproximadamente 2 anos, em contexto escolar e/ou doméstico. Os terapeutas (normalmente três técnicos por cada aluno) trabalham com a criança na proporção de um para um, durante cinco a oito horas por dia, cinco ou sete dias por semana.
     
       Inicialmente é realizada uma avaliação cuidadosa e aprofundada para determinar as competências que o aluno possui e as que estão ausentes. Para cada aluno, as competências a ser aumentadas e os problemas a ser reduzidos são claramente definidos em termos observáveis e mensuráveis através de observação directa, com verificação independente por um segundo observador.
     
       A definição dos objectivos da terapia/intervenção é feita com base nos dados da avaliação inicial, de um currículo base e da sequência de aquisição de competências em todos os domínios (aprender a aprender, comunicativo, social, académico, auto-cuidado, motor, brincar e divertimento, etc.), os quais são decompostos em pequenos passos, sendo estes desenvolvidos sequencialmente, ou dos mais simples para os mais complexos.
     
       O objectivo final é ajudar cada aluno a desenvolver competências que lhe permitam ser o mais independente e bem sucedido na sua vida possível.

       São utilizados vários procedimentos analíticos comportamentais para reforçar competências existentes e construir as que ainda não estão desenvolvidas. Isto envolve a explícita e cuidadosa planificação das actividades para que o aluno tenha múltiplas e repetidas oportunidades de aprendizagem e de treino de competências ao longo do dia. São utilizados abundantemente reforços positivos que são identificados individualmente durante a avaliação inicial e são permanentemente actualizados.

       Uma das formas de facultar oportunidades de aprendizagem é o adulto apresentar uma série de exercícios/actividades ao aluno. Cada um deles tem uma pista ou uma instrução específica, constituindo uma oportunidade para o aluno responder e dependendo da resposta o adulto aplicar a consequência que será o reforço, no caso de resposta correcta. Estes exercícios são chamados "discrete trials" e são essenciais para a construção de muitas competências importantes em alunos com autismo. É adoptada uma estratégia positiva e de sucesso, ou seja, os exercícios são adequados para que o aluno consiga responder o mais correctamente possível sentindo-se motivado a trabalhar, sempre que necessário com ajuda do instrutor. Os reforços, bem como as ajudas para a concretização das tarefas, vão sendo gradualmente reduzidos e eliminados uma vez que o que se pretende é a autonomia.

       Os programas que assentem exclusivamente nestes exercícios, frequentemente chamados "discrete trial training", não são o estado da arte, principalmente quando não são individualizados.

       A investigação demonstrou que a utilização isolada destes exercícios conduz à criação de competências que não passam das situações de ensino para as da vida diária. Por este motivo, programas efectivamente ABA misturam procedimentos "discrete-trial" com uma variedade de outros métodos ABA, incluindo situações de ensino criadas pela criança (chamadas ensino acidental - "incidental teaching"), análise de tarefas e encadeamento para ensinar competências que envolvam sequências de acções ou passos. É dado muito ênfase em tornar o ensino agradável, e envolver o aluno numa interacção social positiva.

       Nos programas ABA de qualidade, os procedimentos de alteração comportamental são especificados claramente. As instruções, as pistas, os reforços, os materiais e procedimentos que são utilizados para desenvolver/criar cada competência são adaptados individualmente a cada aluno.

       Existe um programa escrito ou um conjunto de instruções para ensinar cada competência; o analista comportamental responsável pelo programa treina todas as pessoas que trabalham com o aluno para implementar estes programas consistentemente. A família tem um papel fundamental na medida em que deve promover a generalização das competências adquiridas, nas sessões de ensino, a todas as situações do dia-a-dia, incentivando a criança a adaptar-se a novos contextos.

       Os comportamentos desadaptados (tais como comportamentos estereotipados, as auto-agressões, os comportamentos agressivos ou disruptivos) são explicitamente não reforçados, é feita uma análise funcional que avalia o que os despoleta e os momentos em que isso acontece (antecedentes), bem como o benefício que traz à criança (consequentes). São ensinados e reforçados comportamentos alternativos apropriados. O objectivo é dotar a criança de um leque de comportamentos mais adequados e funcionais em substituição dos que se consideram inadequados.

       Os progressos são avaliados frequentemente, usando métodos de medição e observação directos. Ao longo das sessões, são sempre elaborados registos rigorosos e detalhados, sendo os dados colocados em gráficos para permitir uma avaliação visual da evolução de cada competência e de cada comportamento desadequado, que fazem parte dos objectivos da terapia.

       Os dados são analisados regularmente pelo responsável do programa, de forma a que os erros de aprendizagem sejam detectados precocemente e sejam ajustados os métodos de intervenção rapidamente se o progresso não for satisfatório. O analista comportamental também observa os terapeutas e dá um feedback da sua actuação.

       O programa avança de modo gradual, ensinando competências básicas ao nível da autonomia, da linguagem, da imitação verbal e não verbal, do brincar com objectos até à linguagem expressiva e abstracta e à interacção com os outros nos mais variados contextos.

       Por fim, mas não menos importante, é que os programas ABA devem ser dirigidos por profissionais com formação avançada em análise comportamental e experiência supervisionada no desenho e implementação de programas ABA para alunos com autismo.

Referências
1) Gina Green, PhD, BCBA;  Applied Behavior Analysis for Autism; San Diego State University and the University of North Texas; Board of Trustees, Cambridge Center for Behavioral Studies
2) Leaf, R. et al (1999). A work in progress: behavior management strategies and a curriculum for intensive behavioral treatment of autism. New York: DRL Books
3) Andy Bondy, Beth Sulzer-Azaroff. (2002) The Pyramid Approach to Education in Autism. Pyramid Educational Products Inc


Participe do Curso de Aprimoramento ABA (Análise do Comportamento Aplicada) - Intervenções para Desenvolvimento Atípico, que irá ocorrer no Rio de Janeiro.

"Clínica eslovaca acalma bebés com música clássica"

Uma clínica de Eslováquia descobriu uma forma de acalmar os bebés separados das suas mães, utilizando a música clássica.

De acordo com a médica Slavka Viragova, a música substitui a voz da mãe, ajuda na regulamento da respiração e mantém o ritmo do coração.
 A médica Slavka Viragova, que lançou este projecto, afirmou que Mozart ajuda os bebés a lembrar a mãe na sua ausência e a lidar com o stress do nascimento. " O trauma do nascimento é extremamente stressante  para o bebé, a musicoterapia ajuda o bebé a ganhar peso, livrar-se de stress e lidar melhor com a dor", confessou ao 'Daily Mail'. 

 Segundo esta fonte, os bebés ouvem música calmante entre 5-6 minutos. Os enfermeiros utilizam também este método para os bebés prematuros porque ajuda a estabilizar o sistema respiratório. 

Escolas particulares não estão prontas para incluir


Antônio Costa / Gazeta do Povo / Marília do Rosário retirou o filho Thiago, que sofre de epilepsia, da escola após a instituição dizer que não o aceitaria mais
Marília do Rosário retirou o filho Thiago, que sofre de epilepsia, da escola após a instituição dizer que não o aceitaria mais.Antônio Costa / Gazeta do Povo
No último Dia das Mães Marília Vieira do Rosário, 29 anos, não ganhou um abraço do filho Thiago, 3 anos. Também não recebeu um cartão nem se emocionou com a apresentação na festa da escolinha. Na ocasião, enquanto as outras crianças cantavam, Thiago permaneceu parado, com as mãos nos ouvidos. Desde que ele nasceu Marília convive com a síndrome de West do filho, um tipo grave de epilepsia, e está acostumada com o comportamento evasivo do garoto, que não fala. O que a frustrou, porém, não foi a reação da criança, mas a decisão da direção da escola, que, após a festa, comunicou que não aceitaria mais o menino.
“Foi muito difícil. Um mês antes, quando o aceitaram, eu disse que ele tomava os comprimidos, que não tinha mais crises e assinei um termo de responsabilidade por ele no período em que passaria na escola. Ficaram com medo de ele ser agressivo, de outros pais reclamarem, mas aceitaram quando expliquei mais sobre a síndrome. Ele poderia ficar até que eu encontrasse outra escola, mas achei melhor tirá-lo [após o comunicado] e ele está em casa.”

Do outro lado, a coordenadora pedagógica da escola, Tatiana Malinverni, explica o porquê da decisão e argumenta que os pais têm dificuldades em entender quando a escola assume não estar preparada para atender algum aluno. “Eu penso no bem do aluno. Seria fácil aceitá-lo aqui, mas ele não estaria desenvolvendo as capacidades de que precisa. Eu gostaria de ter pessoas especializadas ou o espaço necessários, mas no momento não temos e não acho correto aceitar um aluno sem garantir a ele a educação especializada que requer”, diz.


O caso de Thiago, infelizmente, não é raro. Enquanto as escolas públicas caminham para estarem cada vez mais preparadas para atender alunos com qualquer tipo de deficiência, seja física ou intelectual, nas particulares ainda há dificuldade em achar vagas de inclusão. Das dez escolas particulares procuradas pela reportagem, apenas duas se mostraram abertas a receber um aluno de inclusão intelectual fictício. As outras disseram já ter um aluno de inclusão nas turmas da série em questão, o que seria o limite.


Segundo o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná, Ademar Batista Pereira, não há uma regra que diga que cada turma das escolas particulares possa ter apenas um aluno com necessidades especiais. Mas essa é uma estratégia pedagógica tomada para não prejudicar as aulas. “Essa limitação não existe porque a escola não quer atender os alunos com necessidades especiais, mas porque ela tem de ter consciência de suas limitações e agir com responsabilidade. De que adianta um pai entrar na Justiça para que a escola aceite o filho dele na marra? Educação é parceria entre escola e família, se a inclusão acontecer à força, que tipo de parceria vai existir? Como vai ser o trabalho com esse aluno?”, afirma.


Particular ou pública?
A pedagoga e doutoranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Maria Silvia Bacila Winkeler lembra que perante a lei todos devem ter acesso à educação. E que, dentro da escola, o atendimento pode ser mais facilitado nas instituições públicas, que podem estar melhor equipadas. “Se formos pensar em estrutura física, a pública é melhor, pois recebe financiamentos para espaços diferenciados e salas multifuncionais, o que não existe em muitas escolas particulares”, diz. Mas nem todos estão convencidos da qualidade do atendimento prestado nas escolas públicas, como afirma a psicóloga Miriam Pan, pós-doutoranda em Psicologia na Univer­sidade de Austin, no Texas, Estados Unidos. “Se tivéssemos de fato uma escola pública de qualidade, fazendo uma inclusão de qualidade, provavelmente todos os pais de crianças com deficiências estariam lá e não precisariam bater de porta em porta implorando por vagas nas escolas particulares”, diz.


Acesso não garante qualidade
O grande problema da inclusão é justamente expandir o número de vagas, sem se preocupar com a qualidade do ensino e do atendimento, segundo a psicóloga Miriam Pan, pós-doutoranda em Psicologia na Universidade de Austin, no Texas, Estados Unidos. “Colocamos todos pra dentro da escola, mas para quê?”, questiona. Morando nos Estados Unidos, onde pesquisa a inclusão para seu pós-doutorado, Miriam comenta que o Brasil é um país que tem uma política de inclusão bastante recente e que precisa amadurecer. “Em países como os europeus ou os Estados Unidos a inclusão tem o mesmo discurso, mas é feita com base no fortalecimento da estrutura da educação e investimento em professores e recursos humanos. É um direito da criança com dificuldades estar na escola e ser bem atendida. Nas salas, vai sempre haver um professor regente e um outro habilitado para trabalhar com crianças com necessidades especiais ou um especialista, e não um auxiliar como acontece aqui no Brasil”, diz. Ela também explica que aqui o acesso acontece, mas sem o tratamento que os estudantes precisam. “A inclusão chega sem que a estrutura necessária chegue junto. E não estamos falando só das rampas de acesso ou barreiras arquitetônicas, nós percebemos barreiras em termos de discriminação, preconceito e até indiferença”, diz.


Parceria
O diálogo e o trabalho em conjunto é o que pode fazer com que a inclusão realmente aconteça. E, para que funcione, nada pode ser imposto ou escondido, segundo a pedagoga Maria Silvia Bacila Winkeler. “Um professor que recebe uma criança com deficiência deve ser consultado antes, até para que possa se preparar, assim como os colegas também precisam ser informados para que aprendam a lidar com a situação. Sempre, se temos um novo colega, ele precisa ser apresentado. Precisamos nos conhecer e nos compreender para sabermos agir”, afirma.


Mas ela lembra que, apesar de não ser fácil achar uma instituição adequada para a criança, a luta maior começa com o filho dentro da escola. “Eles precisam olhar com cuidado se a escola do filho realmente aceita a criança e investe na educação dela. Porque,sem isso, é perda de tempo para o aluno e desgaste para a escola e para os pais”, diz. O entendimento entre as partes é fundamental para o aluno e deve ser o objetivo quando se pensa na inclusão, mesmo que ela venha depois de terem sido encontradas muitas portas fechadas.

Games também podem ser terapêuticos, aponta pesquisa

Por GamePro/EUA

A pesquisadora e PhD Rachael Folds, da Escola Trent de Educação da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, tem-se dedicado ao estudo do uso interativo mimético digital de games (movimentos físicos focados em jogos para Wii e Kinect) e como eles podem ajudar a melhorar habilidades assim como aumentar a motivação de aprender.


A pesquisa contou com a participação de estudantes do Loughborough College, também do Reino Unido, que estavam prestes a ser submetidos a um programa de treinamento especializado, como parte da transição de escolas especiais - onde eles teriam um pequeno grupo ou apoio um a um devido a dificuldades de aprendizagem - para cursos educativos mais aprofundados voltados a jovens com 16 anos ou mais. Os participantes do estudo tinham entre 16 e 24 anos e tinham deficiências que variavam de síndrome de Down às diversas formas de autismo.
Para medir o progresso dos estudantes. Folds pediu que eles tentassem acertar dez bolas de tênis com a palma da mão virada para frente, dez com a palma da mão virada para trás e dez saques. Eles então treinaram usando o jogo de tênis do Nintendo Wii por cinco semanas. Ao final do período, Folds descobriu que 75% de um total de 24 estudantes aumentaram a pontuação no videogame e no mundo real, as habilidades médias dos participantes melhoraram 53%.
A segunda fase do estudo ocorreu de forma similar, usando um jogo de boliche de dez pinos. Dezoito estudantes participaram desta etapa, que durante as cinco semanas de treinamento usaram o game de boliche do Kinect em vez do Wii. Nos resultados do videogame, os estudantes melhoraram 94%, enquanto que na vida real as habilidades aumentaram 143%.
Aprender melhor
Após os testes, 92% dos estudantes afirmaram que gostariam de continuar usando os games para conseguir cursar uma universidade no futuro. A mesma proporção acredita que os jogos, como os que jogaram, os ajudaram a aprender melhor do que com métodos tradicionais. Entre os participantes, 93% disseram que os games efetivamente capturaram seu interesse; 87% declararam ter aprendido coisas que não esperavam; e todos os envolvidos no programa concordaram que estavam mais confiantes de que passariam em um teste baseado no que aprenderam.

“O resultado inicial deste pequeno grupo de pessoas sugere que jogos interativos ensinam aos estudantes movimentos que podem ser melhorados e imitados na vida cotidiana. Embora eles estivessem jogando tênis e boliche no teste, os jogos que ensinam a fazer coisas, como preparar um bolo ou trocar um pneu, podem ser potencialmente benéficos”, concluiu Folds.


Anita Smith, do Loughborough College, acrescentou que “nossos estudantes geralmente têm dificuldades de prestar atenção. Este projeto permitiu que eles melhorassem a motivação e concentração em aprender. Estamos ansiosos para expandir a pesquisa em colaboração com Rachael, envolvendo ativamente mais estudantes em 2011 e 2012, assim como desenvolver as habilidades dos participantes usando jogos digitais baseados em aprendizagem no futuro".


(Pete Davison)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

OS PERSONAGENS DE INCLUSÃO DA TURMA DA MÔNICA

Segundo Maurício de Sousa, pai da Turma da Mônica, ter personagens com deficiência nas histórias é uma forma de promover a inclusão e, ao mesmo tempo, a diversidade.

A Turma já tinha o coleguinha Humberto, criado em 1981, que é surdo .Ele nasceu assim. Se comunica com a linguagem de sinais - LIBRAS Ele brinca e interage com os outros personagens como uma criança qualquer.

 

A Turma ganhou mais dois amiguinhos: Dorinha e Luca.


 

Dorinha, é a primeira personagem deficiente visual (cega) do desenhista Maurício de Sousa, recebeu este nome em homenagem a Dorina Nowill, uma mulher que perdeu a visão quando criança,lutou na vida e acabou se tornando um exemplo de força de vontade e simpatia. Criou a Fundação Dorina Nowill, uma referência como instituição, que oferece assistência a cegos. A personagem é uma garota esperta que não precisa dos olhos para enxergar o que quiser. Dorinha tem um cão guia chamado Radar.

  

Luca, um garoto cadeirante, amante dos esportes, principalmente de basquete, que foi apelidado carinhosamente pelos novos amiguinhos de “Da Roda” Segundo Maurício de Sousa, Luca será responsável por mostrar às outras crianças as possibilidades de uma infância feliz, interativa, independentemente de qualquer deficiência física.
 


 

Tati, personagem da Turma da Mônica, inspirada em Tathiana Piancastelli. Ela é tem Síndrome de Down. As pessoas que têm Down têm algumas características em comum - como explica a própria revista da turma estrelada por Tati, elas têm o rosto fofinho e olhos puxados, às vezes falam enrolado e possuem um ritmo de aprendizado um pouco mais lento que as demais crianças. Mauricio criou a personagem com o intuito de mostrar às pessoas que, quem nasce com a Síndrome de Down pode até aprender mais devagar, mas assim como qualquer um, merece respeito e carinho.


 

André é o mais novo personagem com deficiência da Turma da Mônica. Ele é autista. Foi criado em homenagem a um sobrinho neto de Maurício de Sousa. Autismo é um transtorno do desenvolvimento psiconeurológico, que afeta a capacidade da pessoa de se comunicar, de compreender e de falar, comprometendo o convívio social. Manifesta-se na infância, por volta dos três anos de idade e é mais comum em meninos do que em meninas.

Características do Transtorno de Processamento Sensorial

Transtorno do processamento sensorial (SPD), anteriormente chamado de distúrbio de integração sensorial (SID diz respeito a estímulos sensoriais

Tratamento para SPD geralmente se concentra em ambiente sensorial rico para a criança, incluindo textura, movimento e sensação profunda.
 
 
Questões tátil  

Uma criança com SPD tem uma hipersensibilidade ao toque, reage com desconforto ou dor em relação a determinadas texturas de roupas,toalhas ou cobertor . Ele pode resistir a comer ou tocar certas texturas de alimentos.OU uma criança com menos sensibilidade ao toque pode machucar ou apertar a si mesmo, pode preferir alimentos excessivamente quentes ou condimentados ou tocar bastante em certas texturas.

 

Questões de vestibular
 
Transtorno do processamento sensorial vestibular causa dificuldade com as mudanças gravitacionais, movimento, equilíbrio e  posição no espaço. Uma criança com SPD pode ser nervoso em brinquedos suspensos balanços, escorregador, cama elástica ou esbarrar em brinquedos e mobiliário, caminha com cautela em situações aparentemente normais.OU uma criança com SPD pode saltitar, pular, correr não parece nunca ficar tonto,desajeitada e descoordenadas,  pouco habilidade motricidade fina e luta para aprender jogos ou atividades que envolvem movimentos específicos ou esportes. 
 
 
 
Questões Oral
 
Uma criança com aversão a ir ao dentista,  luta com a deglutição determinados alimentos texturizados ou pastosos ou come muito agitado podem sofrer de transtorno de processamento sensorial.OU ele pode mastigar em excesso a comida, mastiga a camisa ou do cabelo ou coloca os objetos em sua boca.(fase oral ocorre até uma ano e meio).


 
 
Questões auditivos

Crianças com SPD pode queixa de sons. Ruídos do cotidiano, como um cachorro latindo, liquidificador, encerradeira, batedeira  podem provocar medo e ansiedade. Por outro lado, algumas crianças SPD podem não responder a barulhos altos ou ser incapaz de determinar onde um som se origina.

Equoterapia é alternativa para reabilitação de portadores de necessidades especiais

 
LIDIA WENHRYNIWSKYJ
Especial para o RROnline* 
 
A equoterapia é um método que utiliza cavalos para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiências físicas, mentais ou necessidades especiais em geral. O tratamento com o animal é utilizado como agente promotor para ganhos psicológicos, físicos e educacionais para esta população. Para os especialistas, a atividade exige uma participação do corpo inteiro, o que acaba contribuindo para o desenvolvimento da força, além de proporcionar relaxamento, conscientização do próprio corpo e ajuda na coordenação motora e no equilíbrio, ajudando na autoconfiança e na autoestima.

No Brasil, o tratamento é normatizado pela Associação Nacional de Equoterapia Ande-Brasil, entidade assistencial sem fins lucrativos. O método é reconhecido pelo conselho federal de medicina (CFM) e pelo conselho de fisioterapia e terapia ocupacional (COFITO), estes reconhecimentos são nacionais, conforme informação do Ministério da Saúde. Pelo conselho de psicologia, a normatização ainda está em andamento. Alguns planos de saúde pagam o atendimento para seus associados.  Existe um projeto tramitando no Senado para regularizar o atendimento pelo SUS. Fora do Brasil, a terapia já é reconhecida há muitos anos.

“O cavalo se movimenta no passo, realiza um balanço tridimensional, ou seja, frente e trás, um lado e outro e para cima e para baixo movimento que se assemelha ao passo humano. Esses estímulos são transmitidos repetidamente para o sistema nervoso central, desencadeando respostas positivas, como ganho de equilíbrio corporal, adequação do tônus muscular e estimulação do desenvolvimento motor“, descreveu a fisioterapeuta e coordenadora geral do centro de equoterapia e reabilitação Coração Valente, Ana Luiza de Lara Uzun.

Para o auxílio no aspecto psicológico, a coordenadora fala, ainda, que a familiaridade com o cavalo desperta no praticante de equoterapia uma relação de amizade e afeto pelo animal, em que aliados irão trilhar um caminho de descobertas e novas conquistas. “O contato com o cavalo desperta o encontro consigo mesmo, podendo-se trabalhar o alívio do estresse, autoconfiança e segurança, onde o praticante aprende a dominar as rédeas da própria vida”, disse.

A equoterapia envolve profissionais de diferentes áreas, como fisioterapeuta, especialista em psicomotricidade, psicólogo, terapeuta ocupacional, educador físico, instrutor de equitação e condutor. A indicação para se realizar a atividade normalmente é feita por neurologistas, pediatras, fonoaudiólogos e psicólogos.

Andrea Sayeqh, 23 anos, teve lesões cerebrais devido à falta de oxigenação na hora do parto e, por isso, não fala e é totalmente dependente. Andrea pratica a terapia com o cavalo há aproximadamente seis anos. O pai, Bassem Sayeqh, que leva a filha para se exercitar, conta que a terapia auxilia na manutenção das funções vitais, como respiração e circulação, e da estabilização, que impede a regressão, por exemplo, do tônus muscular. “Não corrige nada, mas também não regride na postura”, disse Sayeqh.

O instrutor de equitação Fábio de Cássio Teixeira explicita que no processo existe um trabalho de interação entre o animal e o praticante. Os momentos de cuidado com o cavalo são vários, entre eles está a alimentação, em que o próprio praticante prepara e serve a comida, a escovação e o carinho. “Poder ter o domínio sobre o cavalo é sensacional, porque ao ter controle sobre um animal que pesa entre 500 e 600 quilos, a autoestima se eleva. O aspecto de postura do praticante que, por exemplo, não tem o movimento das pernas e sempre deve olhar para cima, ao montar em um cavalo muda, ele se sente superior”, afirmou.

A idade mínima para iniciar a prática da terapia com cavalos é de um ano para qualquer caso, com ressalva somente para portadores de síndrome de Down, que tem recomendação a partir dos três anos. Essa diferença está relacionada às características da síndrome, que faz com que o portador tenha uma tendência à instabilidade na coluna cervical (entre a 1ª e 2 ª vértebras) e que pode ser agravada pelo movimento do cavalo.

Júlia, 5 anos, nasceu com microcefalia, uma condição neurológica em que o tamanho da cabeça é menor do que o tamanho típico para a idade do feto ou criança. A menina não tem coordenação motora adequada e quando ainda pequena, o pediatra recomendou a equoterapia. Karina Hayashida Figueiredo, mãe de Júlia, fala que ela pratica há três anos e que o progresso quanto à coordenação e equilíbrio foi visível. Karina só não entende por que a agência reguladora da saúde não incorpora o programa como prática regular, pois já é comprovada a sua eficácia pelos órgãos de saúde. “Enquanto isso não acontece, eu pago o valor mensal de R$ 340, porque vale muito a pena”, afirmou.

José Eduardo M. de Rezende é pai de André, de 5 anos, que nasceu com variante da síndrome de Dandy Walker (SDW), uma malformação congênita não-familiar. Uma anomalia que acontece no sistema central, devido à obstrução da circulação do líquido cefalo-raquidiano entre a cabeça e a coluna vertebral.

André pratica equoterapia devido a problemas de relacionamento há um ano e meio, e a terapia tem ajudado promovendo novas ligações neurológicas que antes não existiam no cérebro da criança. A criança pratica uma vez por semana, durante 30 minutos, sob orientação da equipe. O pai garante que o tratamento vem ajudando na sociabilização, na adequação do tônus muscular e no equilíbrio do filho.

Autismo : Uso de antidepressivos na gravidez aumenta risco de criança ter autismo


A exposição a certos antidepressivos durante ou até um ano antes da gravidez pode aumentar o risco de a criança ter autismo, segundo um estudo realizado por cientistas do Kaiser Permanente Medical Center, na Califórnia, EUA, avança o site noticioso R7.

Para avaliar se a exposição pré-natal aos antidepressivos, incluindo inibidores selectivos da recaptação da serotonina, está associada com um aumento do risco de autismo, a investigadora Lisa Croen e colegas examinaram os registos médicos de crianças incluídas no Estudo Perinatal de Autismo Infantil realizado pela Kaiser Permanente Medical Care Program, no norte da Califórnia.

A pesquisa foi realizada com 298 crianças com autismo e suas mães, junto a 1.507 crianças saudáveis e suas respectivas gestantes. Segundo os investigadores, a prevalência de transtornos relacionados ao autismo tem aumentado nos últimos anos, assim como o uso de medicamentos antidepressivos durante a gravidez, provocando uma preocupação de que a exposição pré-natal possa contribuir para o aumento do risco de autismo.

Novas causas do autismo...


Diferente do que se pensava até hoje, o autismo pode ser causado por fatores ambientais, e não só genéticos. A descoberta foi realizada por pesquisadores canadenses.

A pesquisa foi realizada com 192 pares de gêmeos, idênticos e fraternais. Pelo menos um gêmeo de cada par tinha a forma clássica de autismo. Em geral, o irmão também tinha a forma clássica da síndrome ou apresentava sintomas mais leves, como a síndrome de Asperger.

Os cientistas descobriram que a taxa de autismo nos irmãos crescia de uma maneira mais rápida do que nossos genes podem evoluir. Por isso, eles concluíram que a causa da doença não pode ser apenas genética. A partir de agora, outros fatores serão avaliados como a idade dos pais, a gravidez múltipla, baixo peso ao nascer e exposição a medicamentos ou infecção materna durante a gravidez. O novo estudo será publicado no mês de novembro, na revista Archives of General Psychiatry.

A pesquisa é muito importante porque muda o foco para a possibilidade de que o ambiente também deve ser levado em conta, disse Dr. Peter Szatmari, Chefe da Psiquiatria Infantil e Neurociência Comportamental da Universidade McMaster, em Ontário, ao jornal The New York Times.

Fonte: Da redação, com Portal Terra

terça-feira, 12 de julho de 2011

U2 convida fã com deficiência visual para tocar com a banda.

Banda de rock U2


O U2 convidou um fã com deficiência visual para tocar a última música em um show em Nashville, Estados Unidos, no último sábado. A apresentação fez parte da turnê 360°, que passou no Brasil em abril deste ano.

Quando a banda estava se despedindo do público, Bono Vox notou que um rapaz cego segurava um cartaz pedindo para subir ao palco e tocar uma música para a esposa. O vocalista então puxou o fã para o palco, lhe entregou uma guitarra e a banda começou a tocar All I Want is You, com forte participação do público.

No final, Bono cedeu o instrumento ao fã.


Ensino técnico deve ter atendimento a pessoa com deficiência

A proposta do governo federal para criação do Programa Nacional de Acesso  ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) deve contar com medidas de atendimento específico às pessoas com deficiência. De acordo com a Agência Câmara de Notícias, a presidente Dilma Rousseff teria feito essa solicitação ao ministro da Educação, Fernando Haddad.

O Projeto de Lei do Pronatec (PL 1209) tramita em caráter de urgência - Câmara e Senado Federal têm cada um 45 dias para votar - e já tranca a pauta da Câmara. De acordo com o relator do projeto na Comissão de Educação e Cultura, deputado Biffi (PT-MS), a votação só deve ocorrer no segundo semestre.

Haddad afirmou que até R$ 2 bilhões podem ser investidos no programa para ofertar bolsas-formação para alunos do ensino profissionalizante até 2012. O objetivo, segundo ele, é garantir educação de tempo integral aos jovens que frequentam o ensino médio, com o cumprimento do currículo normal somado ao ensino de uma profissão em outro período.

Para o ministro, a aprovação do Pronatec transformaria uma iniciativa do executivo em diretriz de Estado. Em sessão na Câmara, Haddad afirmou que o programa consolida uma política iniciada no governo Lula de expansão da rede federal de ensino profissionalizante. Na época, de acordo com Haddad, foram inauguradas 214 escolas técnicas. O objetivo do governo Dilma é inaugurar outras 200 unidades até 2014.

Nova Iguaçu cria Secretaria da Pessoa com Deficiência

Uma das primeiras ações será a realização de um censo para levantar o número de pessoas com deficiência e identificar as reais necessidades destas pessoas.

Símbolo de acessibilidade

A Prefeitura de Nova Iguaçu (RJ) criou mais uma Secretaria para assegurar os direitos fundamentais das pessoas com deficiência. O decreto 9034 do dia 4 de junho oficializou o estabelecimento da Secretaria municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a primeira da Baixada Fluminense. À frente do novo órgão, Daniela Marques destaca que o objetivo é garantir às pessoas com deficiência acessibilidade, encaminhamento ao mercado de trabalho, educação inclusiva, entre outros direitos.

Uma das primeiras ações será a realização de um censo para levantar o número exato de pessoas com deficiência intelectual e múltipla no município e identificar quais são as reais necessidades destas pessoas. “Queremos saber onde moram, qual o tipo de deficiência possuem e montar uma frente de trabalho para que todos os recursos que esses cidadãos têm direito cheguem a eles”, explicou Daniela. De acordo com o Censo de 2000, Nova Iguaçu tem cerca de 150 mil pessoas deficientes.

A nova secretária ressaltou que firmará parcerias com outras Secretarias e instituições como Firjan, Sesi e Senai para desenvolver projetos que beneficiem estes cidadãos e já anunciou a participação na comissão organizadora da Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que acontecerá de 21 a 28 de agosto no município.

Sexo em pauta

Conversa, toques, óleos... Por uma vida sexual ativa


Por Leandro Vieira 
Foto Divulgação
Fonte: Sentidos



 
Na minha cadeira ou na tua?. A frase é exatamente um trocadilho com a famosa proposta "na minha casa ou na sua?", e também o nome do livro da publicitária Juliana Carvalho, Editora Terceiro Nome. A autora venceu o preconceito ao esboçar em páginas um pouco de sua experiência sexual. "Falar da vida se xual de pessoas com deficiência ainda é tabu em muitos sentidos. É difícil, por exemplo, conseguir informações mesmo com profissionais de saúde em geral. Poucos sabem o básico sobre sexualidade de lesados medulares, por exemplo. E, quando conhecem, não sabem como abordar o tema", diz a gaúcha, que comemora avanços na área da comunicação, ao longo dos últimos anos. "Hoje, se você procurar por 'sexualidade e cadeirante' na internet, já encontra artigos e blogs".

Juliana tornouse cadeirante aos 19 anos, em decorrência de uma inflamação na medula espinhal. Ela não era mais virgem quando teve a lesão, e enfrentou dificuldade para recomeçar a vida sexual. "Fiquei cinco anos sem fazer sexo. Foi estranho perder a sensibilidade do seio para baixo e passei por um longo processo de readaptação. Atualmente, sou feliz e conheço meus prazeres. Por estar bemresolvida e para ajudar os outros, ministro palestras informativas sobre o assunto", orgulhase.

Mas como é possível remanejar o prazer? A pessoa com deficiência física precisa reaprender a ativar sua sexualidade, encontrando pontos eróticos antes adormecidos pelo vigor físico. A pele é nosso maior órgão sexual, então, se há a perda da sensibilidade é preciso encontrar novas formas de estimular o cérebro. "Por exemplo, ver o que está acontecendo dá muito tesão. Eu sei o que sentia quando alguém passava a mão na minha perna, então vendo, eu reativo a sensação na minha cabeça", conta a escritora.

Márcio Linhares, psicólogo clínico e especialista em sexualidade humana afirma que não existe uma fórmula para alcançar a satisfação e que isso deve ser trabalhado individualmente. "A melhor maneira para se descobrir uma zona erógena é exercitando, buscando a máxima sensibilidade possível nos mais variados pontos do seu corpo. Vale lembrar que a capacidade de se sentir ainda um sujeito sensível às excitações é deixada clara na presença de sonhos eróticos e outras manifestações do tipo", exemplifica. "Cada deficiência física implica em variações de possibilidades e percepções do próprio corpo e do outro. A maior parte das lesões medulares, por exemplo, resulta na diminuição de sensibilidade genital, e a atenção desta pessoa poderá ser dirigida a outras áreas para a obtenção de prazer", diz Oswaldo Rodrigues Junior, psicoterapeuta do Instituto Paulista de Sexualidade. Segundo ele, somente uma pessoa orientada para esta busca conseguirá produzir esta percepção erótica em áreas extragenitais. 

E como conseguir essa orientação? Conversando com diferentes pessoas (com deficiência ou não), especialistas e, o mais eficaz, com o parceiro sexual. "É bom você falar, antes da relação, do que gosta e qual é o modo mais fácil e prazeroso. Assim, não há perigo de acontecer algum dano aos membros sem sensibilidade", diz Cynthia Pinheiro, estudante de desenho industrial, paraplégica devido a um acidente automobilístico há quatro anos. A jovem afirma que sua vida sexual não é muito ativa devido à sua personalidade mesmo. "Eu era assim antes da cadeira, mas confesso que uma coisa mudou mais ainda: agora eu prefiro ter intimidade com a pessoa antes de ter relações sexuais, para não haver nenhum tipo de constrangimento. E, em minha opinião, é muito importante a outra pessoa ter um conhecimento básico sobre nossa deficiência e de como funciona nosso corpo agora". 

A estudante ainda conta que já namorou um cadeirante e compara o sexo quando o parceiro tem deficiência ou não. "Na relação sexual com outro cadeirante não dá pra inventar muito, mas nem por isso deixa de ser prazerosa - basta que ambos entendam as limitações um do outro. Já com a pessoa que não tem deficiência, na prática, fica mais fácil, mas acontece muito de a pessoa sem a deficiência ficar perdida na hora, sem saber o que fazer com medo de machucar a pessoa com deficiência".

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Autismo em bebês


Parte 1


Parte 2

Dr. Walter Camargos irá participar do I Seminário Mineiro de Autismo, no dia 06/08/2011 em Belo Horizonte.

Mais informações acesse: http://creativeideias.webnode.com.br/

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fatores externos podem influenciar desenvolvimento de autismo, mostram pesquisas

O Globo

Fatores ambientais podem desempenhar um papel mais importante do que se pensava no desenvolvimento do autismo, desviando as atenções dos especialistas dos fatores puramente genéticos, sugerem dois estudos publicados na última segunda-feira.

Em um deles, uma equipe da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, comparou casos de autismo em gêmeos idênticos e fraternos – que dividem apenas metade dos mesmos genes – e descobriram que esses últimos geralmente têm altas taxas de autismo, indicando que outros fatores, além dos genéticos, podem desencadear a doença.

Em outro, pesquisadores do plano de saúde americano Kaiser Permanente descobriram que mães de crianças com autismo são duas vezes mais propensas a terem tomado um antidepressivo específico no ano anterior à gestação do que mães de filhos saudáveis. E o risco era ainda maior – um aumento de três vezes – quando o remédio tinha sido tomado no primeiro trimestre da gravidez.

As descobertas, publicadas na revista “Archives of General Psychiatry”, sugerem que algo no contexto do nascimento – remédios, químicas ou infecções – podem desencadear o autismo em crianças que já têm predisposição genética para desenvolver a doença.

“Foi estabelecido que fatores genéticos contribuem para o risco de autismo” afirmou em comunicado Clara Lajonchere, coautora do estudo e vice-presidente de programas clínicos da organização Autism Speaks. “Nós agora temos fortes evidências de que, com a hereditariedade genética, um ambiente pré-natal pode ter um papel maior do que se imaginava no desenvolvimento da doença”.

Autismo é um espectro de desordens que vão desde uma profunda incapacidade de se comunicar e retardo mental a sintomas relativamente leves, como a síndrome de Asperger. Ele afeta uma em cada 150 crianças nascidas nos Estados Unidos, ou cerca de 1% da população.

O estudo na Stanford envolveu 54 pares de gêmeos idênticos, que dividem 100% dos mesmos genes, e 138 pares de gêmeos fraternos, que dividem metade dos genes. Em cada par, ao menos um dos genes foi diagnosticado com autismo.

Os pesquisadores descobriram que as chances de as duas crianças terem doenças do espectro do autismo era maior entre gêmeos fraternos. De acordo com o estudo, fatores externos comuns a gêmeos explicam cerca de 55% dos casos de autismo, e enquanto fatores genéticos ainda têm influência, seu papel é muito menor que o visto em outros estudos de gêmeos e autismo.

Em um estudo separado, uma equipe liderada por Lisa Croen, diretora do Programa de Pesquisa de Autismo na Divisão de Pesquisas do Kaiser Permanente, em Oakland, Califórnia, avaliou se antidepressivos conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina, ou ISRS, na sigla em inglês, contribuem para o risco de autismo.

O grupo estudou cerca de 300 crianças com autismo e 1500 selecionadas aleatoriamente e depois checou o histórico de medicamentos de suas mães. Os cientistas descobriram que as mães de crianças com autismo eram duas vezes mais propensas a terem tomado um antidepressivo um ano antes da gravidez do que as mães dos voluntários saudáveis.

E o efeito foi mais forte – três vezes maior – quando os remédios foram tomados no primeiro trimestre da gravidez.

“Nossos resultados sugerem um possível, embora pequeno, risco associado à exposição no útero aos SSRIs”, afirmou em nota.

Mas ela diz que esse risco deve ser balanceado com o perigo de a mãe não ter tratado uma depressão.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Perda de sono na infância pode contribuir para o desenvolvimento de sintomas de TDAH

Da Veja:
Problemas com hiperatividade e desatenção podem aparecer antes mesmo do diagnóstico da doença

Crianças que dormem pouco têm mais problemas com hiperatividade e desatenção durante o começo da infância. De acordo com uma pesquisa apresentada nesta terça-feira durante encontro das sociedades médicas para o sono, nos Estados Unidos, menos horas de sono podem significar uma piora nos sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) até os seis anos.


Déficit de atenção: 8 sinais aos quais os pais devem ficar atentos


“Os resultados sugerem que algumas crianças que não têm um sono adequado apresentam mais problemas comportamentais, como hiperatividade, impulsividade e falta de atenção”, diz Erika Gaylor, coordenadora do estudo. Segundo Erika, o TDAH não costuma ser diagnosticado até a idade escolar, mas o desenvolvimento de sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade, muitas vezes, pode ser visto anos antes.


Já os problemas com sono, em particular as dificuldades em adormecer e permanecer dormindo, são frequentemente relatados em crianças e adolescentes com TDAH. Em geral, recomenda-se que crianças até os três anos tenham de 12 a 14 horas de sono, e dos três aos seis durmam de 10 a 12 horas por noite. No entanto, apesar da relação entre sono e TDAH já ter sido encontrada, os cientistas não conseguiram ainda definir exatamente como isso ocorre.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Livros sobre Autismo


Autismo e Educação Reflexões e Propostas de Intervenção
Baptista, Claudio Roberto; Bosa, Cleonice  
Editora : Artmed

Guia do Professor - Dificuldades de Comunicação e Autismo
Farrell, Michael
Editora: Artmed 

Convivendo com Autismo e Sindrome de Asperger 
Chris Williams e Barry Wright  
M.Books Editora
 
Autismo Esperança pela Nutrição   
Claudia Marcelino
M.Books Editora

Autismo
Jacy Perissinonoto
Pulso Editorial 

Inclusão, Um guia para Educadores
Stainback e Stainback
Artemed

Vivências Inclusivas de Alunos com Autismo
Suplino, Maryse 
Editora: Inovacao Distribuidora de Livros

Autismo e Inclusão - Psicopedagogia e Práticas Educativas na escola e na família
Eugênio Cunha
Editora Wak

Compreender o Autismo
Porto Editora
Sally Hewitt

Autismo Entendimento Teorico e Intervencao Educacional 
Theo Peeters
Editora: Cultura Medica

Uma Menina Estranha: Autobiografia de uma Autista
Temple Grandin
Cia das Letras

Olhe nos meus Olhos - Minha Vida com a Síndrome de Asperger
John Eder Robinson
Larousse do Brasil  

Autismo, Linguagem e Educação
Silvia Ester Orru 
Editora Wak 

Nascido em um dia azul
Daniel Tammet
Editora Intrinseca

Autismo Infantil - Vol. 2
Jose Salomao Schwartzman
Editora Memnon

Autismo Infantil - Novas Tendências e Perspectivas
Francisco Bapstista Assumpção Júnior 
Atheneu Editora

Autismo - Abordagem Neurobiológica
Roberto Tuchman & Isabelle Rapin
Editora Artmed
 
O Estranho Caso do Cachorro Morto
Mark Haddon 
Editora Record