quinta-feira, 8 de junho de 2017

Como Chegar - UNI-BH Estoril


Confira abaixo como chegar ao local do curso, saindo das principais localizações:



LOCAL DO EVENTO:

UNI-BH - Auditório C2 - Rua Líbero Leone, 259 - Estoril 


CONTATO:

E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 980684462 - WhatsApp (TIM)




COMO CHEGAR:



MAPA DO LOCAL DO EVENTO:

MAPA - UNI-BH - Auditório C2 - Rua Líbero Leone, 259 - Estoril

Clique no link do mapa e amplie-o para melhor visualização!







quarta-feira, 31 de maio de 2017

Jovem autista encontra refúgio no fliperama, ganha habilidades sociais e vira campeão mundial


Quando o canadense de 27 anos joga fliperama na galeria perto de sua casa, nas redondezas de Vancouver, geralmente uma multidão se reúne para assistir. Robert tem tanto controle do jogo que é capaz de fazer com que cada bolinha permaneça "viva" por até uma hora. Ele frequentemente quebra recordes, deixando suas iniciais - REG, de Robert Emilio Gagno - no ranking de vencedores.
"Se estou jogando por diversão, consigo repetir tiros certeiros sem parar e, ao mesmo tempo, descobrir quais são os movimentos que recebem o maior número de pontos", revela o jovem.
Ele se debruça quase que horizontalmente sobre a máquina de fliperama, movimentando a bola cuidadosamente sobre os flippers (as duas alavancas usadas para impedir que as bolas caiam na caçapa), antes de atirá-la para o campo de jogo, enquanto o brilho das luzes explodindo dos bumpers (os obstáculos em forma de cogumelo) se reflete em seus óculos.
Robert diz que foi essa combinação de luzes e sons que primeiro o atraíram para o jogo.
"Quando ele tinha cinco anos, uma vez eu o levei para comer um hambúrguer", conta o pai, Maurizio. "Havia uma máquina de fliperama no canto (da lanchonete) e ele ficou mais interessado nela do que na comida. Minha mulher, Kathy, e eu percebemos que poderíamos sentar e relaxar um pouco enquanto Robert jogava."
Kathy, a mãe, percebeu que seu filho era "diferente" logo cedo. Ele era fascinado por avisos de "saída" dos lugares, gostava de girar em círculo e gritava durante encontros com outros pais e crianças.
"A palavra 'autismo' foi mencionada pela primeira vez quando Robert tinha três anos", diz Kathy.
"Não era algo conhecido naquela época. Os livros que encontrava na biblioteca diziam que era um problema ligado a deficiências na educação dada pelos pais, o que não fazia sentido para mim."
Robert levou mais tempo do que a média para aprender a falar, e suas palavras saíam todas fora de ordem. Ele ficava frustrado por não conseguir se fazer compreender - e lembra de se sentir deslocado.
"Ele era um menino doce e engraçado, mas exigia muita supervisão. Sempre falávamos abertamente de suas dificuldades às outras crianças, explicando a elas que 'às vezes pode não parecer, mas ele está muito contente por brincar perto de vocês'", conta Kathy.
O fliperama era um refúgio em um mundo tumultuado para Robert. Seus pais lhe compraram uma máquina própria, chamada Whirlwind, quando ele tinha dez anos de idade. Ele chegava a passar horas e horas do dia tentando melhorar sua pontuação.
Hoje, a família guarda uma dúzia dessas máquinas em sua garagem em Burnaby, perto de Vancouver.
À medida que a habilidade de Robert crescia, sua autoconfiança melhorava. Ele passou a jogar em lugares abertos, como boliches e salões de jogos.
"(O jogo) ajudou-o com coisas como saber quando era a vez dele de falar, ter espírito esportivo, conversar com os outros e isso certamente impulsionou sua autoestima", conta a mãe.
E, além disso, deu-lhe a oportunidade de fazer novos amigos.
"Gosto de jogar com outras pessoas em torneios. Há bons jogadores em Vancouver, e é divertido tentar superar os recordes uns dos outros ou ensinar truques a outros jogadores", diz Robert.
Robert passou a competir em torneios de fliperama aos 19 anos. Hoje ele é o principal jogador do Canadá e está entre os dez melhores do mundo.
Ele acha que o autismo melhorou suas habilidades no jogo.
"Acho que consigo focar em uma única coisa por um bom tempo e tenho uma forte memória visual. Então só preciso jogar uma vez em uma máquina para me lembrar (dela). Também consigo perceber várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e rapidamente calculo para onde a bola deve ir."
Mas a condição também traz desvantagens. Robert tem dificuldade em identificar certas "pistas" sociais, como o melhor momento em dar um abraço num amigo.
"Acho difícil entender quando falar e quando não falar, ou decidir qual a melhor forma e momento de cumprimentar pessoas", comenta.
Ele também sofre para escolher "as palavras certas" para cada situação. Em um documentário sobre ele, chamado Wizard Mode, ele é questionado sobre o que gostaria que um empregador soubesse a seu respeito. "Que sou afetuoso", responde. Ao que sua mãe agrega: "Acho que você quer dizer que é amigável e consegue se relacionar com as pessoas".
E o autismo também pode ter um efeito negativo em seu jogo.
"Tendo a ficar mais ansioso e posso ter dificuldade de concentração se estou incomodado ou preocupado. Quando isso acontece, não jogo tão bem", explica Robert.
Quando está às vésperas de um campeonato, ele joga fliperama por cerca de duas horas ao dia. Seu pai o ajuda nos preparativos para as inevitáveis mudanças de rotina durante os torneios - algo que costuma ser trabalhoso para Robert.
"Conversamos sobre coisas como a espera nos aeroportos", relata Maurizio. "Eu também faço as inscrições nos torneios e fico de olho para que ele se alimente e durma o suficiente, caso contrário, ele provavelmente esqueceria disso."
Maurizio é uma espécie de técnico, ajudando Robert a se manter calmo e não deixar que partidas ruins o atrapalhem.
Eles participam de torneios na Europa, no Canadá e nos EUA. O prêmio mais cobiçado é Campeonato Mundial de Fliperama da Associação Profissional e Amadora de Pinball (Papa, na sigla em inglês), realizado na Pensilvânia, de onde sai o campeão mundial.
Robert tentou a sorte no ano passado e surpreendeu. Avançou rapidamente e chegou à final contra o favorito, Zac Sharp, que escolheu a máquina em que competiriam - Flash Gordon, um fliperama antigo e notadamente difícil. Mas a alta pontuação obtida por Robert em sua segunda bola mostrou-se imbatível. Momentos depois, o canadense estava com o troféu de campeão mundial nas mãos, sob o olhar marejado de seu pai.
"Fiquei tão feliz e orgulhoso de vencer o Papa", conta Robert. "Adoro provar às pessoas que elas estavam erradas quanto a mim."
Robert continua a competir no fliperama, mas seu foco hoje é em se tornar mais independente. Ele trabalha duas manhãs por semana em um banco e, à noite, cursa programação de computador. Ele também já deu palestras sobre sua carreira no fliperama. Ainda vive com seus pais, mas sonha em morar sozinho.
"Também gostaria de ter uma namorada e me casar algum dia", conta.
Orgulhosos, seus pais o estimulam a encarar novos desafios.
"Robert é um cara bonito, disse para ele se inscrever em sites de namoro", diz Maurizio. "Não quero que ele se sinta limitado ou tenha qualquer barreira."

O autismo se manifesta de forma diferente em meninas

SHANNON FAGAN VIA GETTY IMAGES
Girl Sitting on Porch Swing

Os critérios utilizados para diagnosticar o autismo são baseados nos comportamentos sobretudo masculinos. Assim, casos mais leves em meninas estão sendo confundidos com outros transtornos, como TOC e TDAH.
Até recentemente, o caso da famosa zootecnista americana Temple Grandin, conhecida mundialmente por seu trabalho de conscientização do autismo, era considerado exceção. Afinal, pela visão tradicional do autismo, de cada cinco crianças que apresentam o distúrbio, apenas uma é menina - sendo que, geralmente, nelas os sintomas se manifestam de forma mais severa. Entre as pessoas com autismo e inteligência acima da média, como Temple, a proporção é ainda mais discrepante: somente uma em cada dez é menina. Recentemente, no entanto, a ciência passou a rever essas estatísticas. Estudos mostram que o mais provável é que as meninas que apresentam autismo de alto funcionamento estão escapando do radar dos médicos.
Pesquisadores holandeses investigaram de 2.275 pacientes com o transtorno e constataram, em 2012, que os casos mais leves (conhecidos como Síndrome de Asperger), são identificados em média 20 meses mais tarde em meninas. No mesmo ano, cientistas do King´s College, de Londres, analisaram os diagnósticos de 15 mil pacientes e constataram que as meninas precisam apresentar dificuldades comportamentais ou intelectuais mais severas para serem diagnosticadas, o que diminui consideravelmente a chance de entrarem para a extremidade mais funcional do espectro.
A principal razão para essa dificuldade na identificação dos sintomas nas meninas está no simples fato de que os critérios de avaliação foram feitos com base em padrões essencialmente masculinos. Um dos primeiros sinais buscados por especialistas nas avaliações, por exemplo, é o interesse específico incomum. Enquanto em meninos isso fica evidente, nas garotas passa facilmente despercebido, pois elas tendem a direcionar seu interesse a assuntos que não necessariamente são considerados estranhos para sua faixa etária.
Mas o fator que mais atrapalha o diagnóstico está no comportamento social das meninas com autismo: de forma diferente dos meninos, elas conseguem disfarçar suas dificuldades sociais com sua habilidade especial em copiar o comportamento de outras meninas. Essa camuflagem tende a ser mantida durante a vida acadêmica e mesmo mais tarde, no ambiente de trabalho.
Assim, tentam se ajustar às regras sociais com estratégias mais intelectuais e menos intuitivas. De acordo com as pesquisadoras Judith Gould and Jacqui Ashton-Smith - duas referências mundiais no estudo do autismo em mulheres -, além dessa habilidade de mímica, as garotas do espectro, diferentemente dos meninos, tendem a se envolver quando pequenas em brincadeiras de faz de conta e se engajar em um mundo de fantasia e imaginação com facilidade.
A professora Francesca Happé, do departamento de Neurociência Cognitiva do Kings College, acredita que a camuflagem social típica feminina é um dos principais entraves para a identificação precoce dos casos leves. Ela defende que os médicos investiguem mais profundamente o comportamento entre as meninas, procurando saber o nível de ansiedade e stress que as interações sociais provocam. Happé acredita que fator cultural também possa exercer um papel nessas diferenças, já que as expectativas com relação às interações sociais e comunicação entre meninas é mais alta, o que pode levar a um estímulo maior desde cedo.
O que acontece com frequência é a interpretação errada de sintomas como ansiedade, problemas alimentares e comportamentos rígidos e repetitivos nas consultas médicas. Assim, muitas garotas atravessam a infância e a puberdade sem saber a real origem de suas dificuldades sociais e sem receber os estímulos adequados para desenvolverem as questões mais desafiadoras. Muito comumente são diagnosticadas com transtorno obsessivo compulsivo (TOC) ou recebem o diagnóstico-curinga de transtorno de hiperatividade e déficit de atenção (TDAH) - que devido a seus critérios amplos e subjetivos é identificado de forma rápida e superficial, o que ajuda a mascarar as reais causas dos sintomas relacionados.
Também é bastante comum que se encaixem no perfil de distúrbios alimentares. Uma meta-análise de 2015 liderada pela pesquisadora Kate Tchanturia, também do King´s College, contatou que 23% das meninas com anorexia nervosa apresentaram sintomas de autismo. Essa relação se dá como consequência de vários fatores: a típica aversão a vários tipos de alimentos, a ansiedade, medo de crescer e sair de perto dos pais, dificuldade em aceitar as mudanças no corpo e busca por mais aceitação social na adolescência.
Segundo Happé, a ciência tem muito a descobrir sobre como o transtorno se manifesta nas mulheres. Afinal, se as meninas da ponta funcional do espectro não estão sendo reconhecidas, também são pouco estudadas. Mas essa escassez de informações está com os dias contatos. Pesquisadores das Universidades de Harvard, da Califórnia e de Washington estão conduzindo uma ampla pesquisa longitudinal para investigar todos os aspectos possíveis de como o autismo se manifesta em meninas desde a infância até o início da idade adulta.
Segundo o cientista Kevin Pelphey, diretor do departamento de Neurociências de Desenvolvimento da Universidade de Yale, os resultados iniciais já estão comprovando que tudo o que a ciência sabia sobre o autismo é verdade apenas para meninos. O fato de autistas usarem áreas diferentes do cérebro para processar informações sociais - como gestos e movimentos oculares - não se aplica entre meninas. O que já puderam perceber é que meninas do espectro apresentam atividade cerebral reduzida, com relação a garotas típicas, em áreas relacionadas à socialização. Mas em um nível que, em meninos, poderia ser considerado dentro da curva da normalidade.
Existem também evidências de que em meninas o fator genético é mais forte - uma conclusão que resulta da constatação de que elas têm uma chance bem maior de ter irmãos com traços autistas que o contrário. Alguns também defendem a relação do transtorno com a exposição a altos níveis de certos hormônios, como testosterona: um estudo sueco de 2015 apontou que mulheres com ovários policísticos têm 59% mais chances de ter um filho com autismo.
A boa notícia é que o assunto emergiu com força e grande repercussão. Hoje, diversos pesquisadores ao redor do mundo, inclusive mulheres com autismo funcional e pais de meninas com o mesmo diagnóstico, estão determinados a desvendar o cérebro autista feminino. Essa nova perspectiva irá facilitar, muito em breve, identificação precoce e, assim, tratamentos mais eficazes e dirigidos às necessidades específicas das meninas.

Menino com autismo vira contador de histórias em escola de Itanhaém, SP

Um menino autista de 10 anos virou o contador de histórias de sua classe em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Diego Escada Louzada apresentou, desde pequeno, as características do transtorno, mas a convivência com outras pessoas na escola lhe trouxe mais conhecimento do mundo e de si. O jeito inibido, característico do autismo, é pouco perceptível em Diego enquanto ele brinca de contar histórias para a turma e é aplaudido pelas outras crianças. O que poderia ser considerado um desafio para qualquer autista, é um prazer para ele.
Tatiana, mãe de Diego, durante uma visita a escola do menino (Foto: Mariane Rossi/G1)Tatiana, mãe de Diego, durante uma visita a
escola do menino (Foto: Mariane Rossi/G1)
Laudo médico atestando que Diego tem autismo (Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém)Laudo médico atestando que Diego tem autismo
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém)











Tatiana Escada descobriu que o filho tinha autismo quando o menino estava com três anos. Ela começou a notar algumas atitudes estranhas do filho. “Ele apontava as coisas, não falava o que queria, tinha resistência à dor. Com um barulho muito estridente, ele colocava as mãos nos ouvidos. A gente foi reunindo os fatos e fomos a um neurologista”, conta ela.
Segundo o Ministério da Saúde, o autismo é considerado uma síndrome neuropsiquiátrica. Embora seja uma etiologia específica que não tenha sido identificada, estudos sugerem a presença de alguns fatores genéticos e neurobiológicos que podem estar associados ao autismo. Diversos sinais e sintomas podem estar ou não presentes, mas as características de isolamento e imutabilidade de condutas estão sempre presentes. Tatiana diz que a notícia foi um baque para ela e a família. “Você se questiona muito. Até entrei em uma depressão. Depois, li muito sobre o assunto e comecei a entender e foi fluindo. Hoje eu trato ele como uma criança normal”, fala. Após o diagnóstico, Diego iniciou o tratamento com fonoaudióloga, pedagoga e neuropsicóloga. 

Tatiana e o Diego saíram de Santos, onde moravam com o pai do garoto, e foram viver em Itanhaém. Mesmo com o transtorno, Diego foi matriculado na escola municipal Maria Graciette Dias, pelo sistema de inclusão. “O Diego é um autista. Todos os autistas têm direito a um estagiário. Eles são estudantes e ficam com essas crianças de inclusão. Na nossa escola, a gente tem uma média de 13 crianças especiais.”, explica a diretora Rita de Cássia Brandão Gouvêa.

A professora  Marlene Carraro Mucsi, de 50 anos, diz que Diego chegou na escola muito arredio e não gostava muito de ter contato com as pessoas.  Ela só acompanhava o menino de longe, mas, neste ano, começou a dar aulas para Diego. “Já tinha trabalhado com outras deficiências, mas com autismo foi a primeira vez”, diz. A professora foi aprendendo a lidar com o menino no dia a dia. “O grau do autismo dele é leve, não há necessidade de trabalhar atividades diferenciadas com ele, o que precisamos é respeitar o tempo. A gente conhece outros autistas que são agressivos, inquietos, não param sentados em sala de aula. Não é o caso dele”, explica a professora. Ela ressalta que Diego acompanha as lições na classe do 5º ano como qualquer outro aluno. Segundo Marlene, o menino lê muito bem, é alfabético, consegue fazer contas e resolver os problemas de matemática.
Professora Marlene, Diego e a estagiária Carol (Foto: Mariane Rossi/G1)Professora Marlene, Diego e a estagiária Carol
(Foto: Mariane Rossi/G1)






A convivência com outras crianças e os cuidados das professoras fez o menino melhorar de comportamento e também a ganhar mais conhecimento. Na escola, ele também descobriu, principalmente, a aptidão para o desenho e animação. A mãe dele conta que o menino adora ficar no computador, vendo vídeos, fazendo desenhos e criando histórias, principalmente, com o Mickey, o personagem preferido de Diego.
Na sala de aula, ele coloca os desenhos na lousa digital e vira um contador de histórias, interpretando os personagens. “Eu faço a narradora e ele o Mickey. Na verdade, ele não lê a história, ele decora as falas. De vez em quando, é no início da aula, às vezes, é no final”, explica a professora. Do outro lado da sala, estão diversos outros alunos com a mesma idade de Diego. Eles riem com a interpretação do menino, entendem a história e, no final, batem palmas pela apresentação do colega de classe. “Para ele é bom. A questão de ele desenhar bem também motiva as outras crianças a quererem desenhar como ele. Já cria um convívio, uma proximidade”, diz a mãe do menino.
Diego e a professora contando histórias para a classe (Foto: Mariane Rossi/G1)Diego e a professora contando histórias para a classe (Foto: Mariane Rossi/G1)







Por causa da contação de histórias, Diego também passou a ter mais comunicação com as pessoas, mesmo que, assim como outros autistas, não goste de muito contato físico. Tatiane vê o quanto o filho melhorou no âmbito social. “Ele começou a evoluir de uma maneira tão rápida, até na questão de amizade, tem mais carinho, mais afeto das outras crianças, tem a estagiária que fica direto com ele. Eu me arrependi de não ter colocado antes nessa escola”, admite.

Já Diego mostra orgulhoso os desenhos do Mickey, expostos em um painel que foi colocado em um dos corredores da escola. Para a mãe, o futuro do filho sempre estará ligado ao mundo da animação. “Ele fala que quer trabalhar na parte de animação de estúdios. Eu acho que é o que ele vai acabar seguindo”, diz Tatiana.

Diego antes de contar uma história sobre o Mickey (Foto: Mariane Rossi/G1)Diego antes de contar uma história sobre o Mickey (Foto: Mariane Rossi/G1)
Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/04/menino-com-autismo-vira-contador-de-historias-em-escola-de-itanhaem-sp.html

Garoto autista grava animação com desenhos que criou sobre suas emoções


Os desenhos auxiliaram Luís no processo de compreensão de seus sentimentos e reações a determinadas situações Foto: marimari1101/Pixabay


Luís Schenk tem 12 anos e, a convite do projeto De Criança para Criança - iniciativa que transforma desenhos e histórias em animações 2D - desenvolveu uma história em vídeo que fala sobre suas emoções e reações em relação a determinadas situações.


O projeto tem como principal objetivo estimular a criatividade, leitura e interação social das crianças e adolescentes.
"Pela primeira vez, e através de um diálogo lúdico universal, crianças podem ver seus desenhos ganharem vida na tela - exatamente como foram criados", explica, Gilberto Barroso, um dos criadores do De Criança para Criança.
Em entrevista ao E+, Marie Dorion, mãe de Luís, explicou que o convite surgiu depois que os idealizadores do projeto viram os desenhos do garoto na internet. "Tenho página no Facebook e sou muito mãe coruja (risos). Eles viram os desenhos e perguntaram se o Luís não queria falar sobre autismo", afirmou Marie.
O garoto já estava tratando essas questões na terapia e por isso aceitou o convite da organização. "Ele já estava trabalhando o controle das emoções dele e decidiu falar sobre isso", explicou a mãe.
Depois da divulgação do vídeo, Marie ressaltou que Luís está muito animado com o resultado. "Ele está vibrante! Ele gosta muito de explicar o que ele passa, ajudar os outros a entenderem o autismo. Ele ficou muito animado", completou.
Os desenhos são muito importantes no processo de compreensão de Luís. Eles auxiliam, não só na parte social, mas também no quesito emocional, pois ele consegue expressar seus sentimentos e reações a determinadas situações.
No vídeo, Luís deixa uma mensagem: "Aprendi que minhas emoções não estão erradas, mas, às vezes, meu comportamento pode magoar os outros, e eu não quero magoar ninguém. Então quero aprender a ter compaixão."

Confira o vídeo:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Intervenções Autismo ABA - Edição Curitiba




DATA E HORÁRIO:
19 de agosto de 2017 - 8h às 17h

LOCAL:
Estácio - Auditório - Av. Sen. Souza Naves, 1715 - Cristo Rei, Curitiba - PR (como chegar)

INFORMAÇÕES:
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 25778691 ou 98068-4462 (WhatsApp) - Atendimento de segunda a quinta, das 9h às 18h. Sexta a Domingo não há atendimento!

CERTIFICADO:
Carga horária do certificado de participação: 10h

PÚBLICO ALVO:
Profissionais e Estudantes de Graduação e/ou Pós da área da saúde e da educação, Familiares, e demais interessados no assunto.

PROGRAMA DO CURSO:
1. Módulo Contribuições ABA para a inclusão de alunos autistas:
a) Definição do Transtorno do Espectro do Autismo;
b) Conceitos operacionais da Análise do Comportamento;
c) Análise funcional de comportamentos-problema;
d) Práticas Educativas;
e) Intervenções comportamentais: TEACCH, ABA e PECS;
f) Mediação Escolar;
g) Apresentação de vídeos ilustrativos;
h) Estratégias escolares e sugestões de adaptações pedagógicas.

2. Módulo Treino de Habilidades Sociais
a) Estratégias comportamentais;
b) Discriminação de emoções básicas e complexas;
c) Distinção de comportamentos apropriados e inapropriados;
d) Treino de resolução de problemas;
e) Desenvolvimento de Empatia, Assertividade e Conversação;
f) Apresentação de materiais e sugestões de atividades para o treino de habilidades sociais.

PALESTRANTE:
Gabriela Parpinelli - Psicóloga Analítico Comportamental e Supervisora Clínica; Especialista em Análise do Comportamento - Núcleo Paradigma/SP; Especialista em Neurociências aplicadas a Aprendizagem - IPUB/UFRJ. Tem experiência em intervenção ABA com indivíduos diagnosticado com autismo, em atendimento psicoterapêutico a adolescentes e crianças, e em planejamento de atividades educacionais. Professora de Educação inclusiva do programa de Pós-graduação de Neurociências Aplicadas - IPUB/UFRJ e Supervisora do módulo prático do Curso de Aprimoramento em ABA - Análise do Comportamento realizado pela Creative Ideias. CRP: 05-38557.


INVESTIMENTO (para pagamento até a data limite e mediante a lotação do auditório):
 
• ATÉ 15/06/17:

R$ 99,00 - individual (cartão) em até 3x sem juros
R$ 90,00 - individual (depósito)
R$ 80,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas*

 
• ATÉ 10/07/17:

R$ 120,00 - individual (cartão) em até 3x sem juros
R$ 100,00 - individual (depósito)
R$ 90,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas*

 
• APÓS 10/07/17 (caso ainda tenha vaga, NÃO serão aceitos pagamentos em depósito/DOC, os mesmos serão devolvidos)

R$ 120,00 - individual (cartão)
* ATENÇÃO! Caso o grupo seja desfeito, ou algum integrante não confirme o pagamento, e com isso o número mínimo de 4 pessoas não seja atingido, os demais integrantes devem arcar com a diferença da inscrição individual!


INSCRIÇÃO E PAGAMENTO:

2a. Jornada Carioca sobre Análise do Comportamento

 
 
Local: Colégio Pedro II Centro - Av. Marechal Floriano, 80 - Centro, Rio de Janeiro - (Próximo ao Metro Uruguaiana e Presidente Vargas) | (como chegar - mapa)
 
 
Carga Horária do certificado de participação: 14 horas
 
 
INFORMAÇÕES:
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 98068 4462 (WhatsApp)


PÚBLICO ALVO:

Profissionais e estudantes das áreas da saúde e da educação e demais interessados no assunto.


HORÁRIO*:


Sexta*
16h às 17h - Credenciamento
17h às 18h20 - Diego Zilio
18h20 às 18h30 - Intervalo
18h30 às 20h - Lucas Gandarela

Sábado*
8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h30 - Gabriela Parpinelli
10h30 às 10h40 - Intervalo
10h40 às 12h - Livia Rech
12h às 13h30 - Almoço Livre
13h30 às 15h20 - Felipe Giorgi
15h20 às 15h40 - Intervalo
15h40 às 18h - Daniela Tsubota

* Horário e Cronograma sujeitos a alterações!


PALESTRANTES:


sexta - 28 de julho de 2017


Neurociências e Análise do Comportamento

Diego Zilio - Graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e Formação do Psicólogo, pela Unesp, campus de Bauru. É Mestre em Filosofia da Mente, Epistemologia e Lógica pela Unesp, campus de Marília. É Doutor em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da USP. Atua nas áreas da Psicologia e Filosofia, com ênfase em Análise do Comportamento, Delineamentos Culturais, Filosofia da Mente, Filosofia da Ciência, História da Psicologia, Neurociências e Ciência Cognitiva. Tem artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Um livro de sua autoria, intitulado A Natureza Comportamental da Mente: Behaviorismo Radical e Filosofia da Mente, foi publicado pela Editora Cultura Acadêmica (Unesp) em 2010. Em 2016, organizou com Kester Carrara o livro "Behaviorismos: Reflexões Históricas e Conceituais", publicado pela Editora Paradigma. Em 2012, foi pesquisador visitante no Georgia Institute of Technology, em Atlanta, Estados Unidos. Entre 2013 e 2015 foi pesquisador de pós-doutorado filiado ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da UNESP, campus de Bauru. Atualmente é professor Adjunto do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento da Universidade Federal do Espírito Santo e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da mesma universidade
.

Transtornos Psiquiátricos e sua abordagem pela Análise do Comportamento

Lucas Marques Gandarela - Médico psiquiatra colaborador do Programa Ansiedade (AMBAN) do Instituto de Psiquiatria do HC - FMUSP. Psiquiatra da Equipe de Psico-oncologia do AC Camargo Cancer Center. Atende adultos em psiquiatria e terapia comportamental-cognitiva no Centro de Análise do Comportamento (CeAC).CRM SP 132268 .


sábado - 29 de julho de 2016


Análise Funcional de cenas do filme : O Milagre de Anne Sullivan

Gabriela Parpinelli - Psicóloga Analítico Comportamental e Supervisora Clínica; Especialista em Análise do Comportamento - Núcleo Paradigma/SP; Especialista em Neurociências aplicadas a Aprendizagem - IPUB/UFRJ. Tem experiência em intervenção ABA com indivíduos diagnosticado com autismo, em atendimento psicoterapêutico a adolescentes e crianças, e em planejamento de atividades educacionais. Professora de Educação inclusiva do programa de Pós-graduação de Neurociências Aplicadas - IPUB/UFRJ e Supervisora do módulo prático do Curso de Aprimoramento em ABA - Análise do Comportamento realizado pela Creative Ideias. CRP: 05-38557.

Análise do Comportamento e inclusão de pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho

Livia Rech de Castro - Psicóloga pela Puc-Campinas; Especialização em Clínica Analítico Comportamental e Mestranda do programa de Mestrado Profissional em Análise do Comportamento Aplicada ambos pelo Paradigma Centro de Ciências do Comportamento. Tem experiência em de Recursos Humanos, clínica, de inclusão escolar e profissional de pessoas com deficiência intelectual e síndrome de Down.

Como usar o ABA na educação sexual para adultos com Autismo

Felipe Giorgi - Psicólogo; Especialista em ABA pela USP; Coordenador do Departamento de planejamento da AMA-SP. CRP-06/96776 SP.

Neurodesenvolvimento e Autismo

Daniela Tsubota - Psicóloga (CRP 06/102416) graduada pela USP, mestre em Psicologia na área de Avaliação Neuropsicológica Infantil pelo Instituto de Psicologia da USP. Especialista em Neuropsicologia pelo INESP. Colaboradora do Laboratório de Terapia Comportamental da USP (LTC-USP) e do Ambulatório de Autismo do Instituto de Psiquiatria da USP (PROTEA). Possui experiência na área de Psicologia Hospitalar, Psicoterapia Analítico-Comportamental, Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica.

OBSERVAÇÃO: Se, por motivo de doença, falecimento ou outro fator impeditivo, qualquer um dos palestrantes contratados para o evento não puder apresentar-se, fica ajustado que a comissão organizadora providenciará a substituição por outro profissional. Caso haja algum problema operacional em relação ao local do evento, fica ajustado que a comissão organizadora providenciará a substituição por outro local.

 

INVESTIMENTO - 2 DIAS (para pagamento até a data limite e mediante a lotação do auditório):

 

• ATÉ 12/05/17:

R$ 120,00 - individual (cartão) em até 3x sem juros

R$ 100,00 - individual (depósito)

R$ 90,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas*

 

• ATÉ 14/07/17:

R$ 150,00 - individual (cartão) em até 3x sem juros

R$ 120,00 - individual (depósito)

R$ 100,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas*

 

• APÓS 14/07/17 (caso ainda tenha vaga, NÃO serão aceitos pagamentos em depósito/DOC, os mesmos serão devolvidos)

R$ 200,00 - individual (cartão)


* ATENÇÃO! Caso o grupo seja desfeito, ou algum integrante não confirme o pagamento, e com isso o número mínimo de 4 pessoas não seja atingido, os demais integrantes devem arcar com a diferença da inscrição individual!


INSCRIÇÕES E PAGAMENTO: